Citogenética de microhilídeos pertencentes aos gêneros Chiasmocleis e Myersiella (Anura)




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Citogenética de microhilídeos pertencentes aos gêneros Chiasmocleis e Myersiella (Anura)

Gazoni, T.1, Campos, J.R.C.1, Haddad2, C.F.B., Kasahara, S.1



1Departamento de Biologia , Instituto de Biociências, UNESP, Rio Claro, SP

2Departamento de Zoologia, Instituto de Biociências, UNESP, Rio Claro, SP

thiago_gazoni@hotmail.com

Palavras-chave: anfíbios, Microhylidae, cromossomo, cariótipo, coloração diferencial



Revisões recentes de taxonomia e sistemática de anuros com base em dados moleculares resultaram em modificações na família Microhylidae. Entre outras mudanças, houve a transferência do gênero Chiasmocleis de Microhylinae para uma nova subfamília, a Gastrophryninae. No entanto, existem ainda questões não resolvidas, como é o caso do gênero monotípico Myersiella, que não foi alocado em nenhuma subfamília, pela ausência de análises ou dados inconclusivos. Os estudos citogenéticos de Microhylidae são escassos, especialmente no que se refere às espécies do Novo Mundo, sendo raros os dados de bandamento. Foram cariotipados pela primeira vez C. carvalhoi (quatro machos e uma fêmea de Ubatuba, SP), C. albopunctata (um jovem de Descalvado, SP), e M. microps (um macho de São José do Barreiro, SP). Chiasmocleis albopunctata e C. carvalhoi apresentaram 2n=24 e NF=46, com cinco pares grandes e médios e sete pequenos. Os cariótipos são praticamente indistingüíveis entre si, com pares 1 e 5 metacêntricos, 2-4 submetacêntricos, e os demais pares metacêntricos ou submetacêntricos, com exceção do par 11, inequivocamente telocêntrico. A análise meiótica em C. carvalhoi mostrou 12 bivalentes em diplóteno/metáfase I e 12 cromossomos em metáfase II. A coloração diferencial, obtida apenas em C. carvalhoi, evidenciou Ag-RON na região terminal 2p e banda C centromérica, bem como marcações intersticiais em 4p, 4q e 10q. A constituição cariotípica no gênero Chiasmocleis parece ser altamente conservada, pois a similaridade entre os cariótipos das duas espécies estende-se aos de C. bicegoi, C. schubarti e C. leucosticta, esse último com 2n=4x=48. Adicionalmente, nossos dados mostram que a posição da Ag-RON é invariável, pelo menos para C. carvalhoi e C. schubarti, únicas espécies estudadas sob coloração diferencial. Myersiella microps apresentou 2n=26 e NF=50, sendo cinco pares grandes e médios e oito pequenos. Os pares 1 e 5 são metacêntricos, os pares 2-4, submetacêntricos, e os demais pares, metacêntricos ou submetacêntricos, exceto o par 8 que é do tipo subtelocêntrico. Foram analisadas células em metáfase I, porém, essas mostraram um número grande de bivalentes, possivelmente, resultante de poliploidização induzida pela colchicina. A coloração diferencial evidenciou Ag-RON nas regiões terminais 2p e 8p e banda C predominantemente centromérica, bem como nos sítios coincidentes com a Ag-RON. O número cromossômico de M. microps difere dos de todos os microhilídeos brasileiros já cariotipados, os quais apresentam, em sua maioria, 2n=22 e 24. Os dados obtidos para as três espécies são de grande importância para o conhecimento da evolução cromossômica nos microhilídeos. É importante que se estendam as análises citogenéticas com técnicas mais resolutivas, não só para as espécies aqui analisadas, como também para outros microhilídeos, a fim de se identificar marcadores adequados para a distinção entre os cariótipos.

Apoio financeiro: FAPESP (06/56932-5, 01/13341-3, 07/54374-8) e CNPq.


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